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Na semana "vindoura", a espaçonave pega carona nessa emBARCAção.
"CONFIRA AQUI O CALENDÁRIO OFICIAL DO ESPECIAL "A BARCA - TRILHA, TOADA E TRUPÉ De dezembro de 2004 a fevereiro de 2005, o grupo a Barca viajou por 9 estados brasileiros, do Pará a São Paulo, realizando o projeto Turista Aprendiz, que visitou cerca de 30 cidades, desde quilombos e aldeias indígenas até periferias das grandes capitais, passando por pequenas cidades ribeirinhas, litorâneas e sertanejas.Após apresentar esse trabalho no Nordeste em Janeiro, A Barca apresenta agora em São Paulo os resultados do projeto, realizando shows, oficinas, cortejos e exibindo o documentário, aprofundando o diálogo iniciado com os artistas e comunidades tradicionais, propondo a descoberta de uma terceira via para o fazer musical, na qual limites como cultura erudita e popular, tradição e contemporaneidade, sagrado e profano, devoção e diversão se desfazem.
15 Março - quarta 14h - oficina de música do Maracatu Nação com Mestre Walter França (PE) 20h - exibição do documentário Turista Aprendiz concerto - Cantadeiras do Souza (MG) e Mestre Verdelinho (AL)
16 Março - quinta 14h - oficina de música e dança Povo Kariri Xocó (AL) 21h - show A Barca com Mestre Verdelinho, de Maceió – AL e Povo Kariri Xocó (AL)
17 Março - sexta 14h - oficina de música de Roda - Cantadeiras do Souza de Jequitibá (MG) 21h - showA Barca com Mestre Walter (PE) e Lunzó Redandá (SP)
18 Março - sábado 14h - oficina de coco - Mestre Verdelinho (AL) 18h - cortejo Reisado dos Irmãos (CE) 21h - show A Barca com Humberto de Maracanã (MA) e Reisado dos Irmãos (CE)
19 Março - domingo 14h - oficina de Jogo de Espadas - Reisado dos Irmãos (CE) 17h - cortejo Cantadeiras do Souza de Jequitibá (MG) 18h - show A Barca Cantadeiras do Souza de Jequitibá (MG) e Reisado dos Irmãos (CE) "
mais detalhes no site do www.sescsp.com.br
outras dicas de eVENTOS no site www.vozesdobrasil.com.br
Escrito por Sandra Lacerda às 23h34
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arrudAs nas ondas do rádio!!!
Alzira & arrudA no Vozes do Brasil
"No programa desta terça feira, dia 7 de março, vamos mostrar uma entrevista com Alzira Espíndola e seu novo parceiro o poeta Arruda. Eles vieram ao Vozes assim que saíram do estúdio com dois cds demo com músicas inéditas. Dividiram comigo e eu divido com vocês! Alzira foi uma das mais frequentes parceiras de Itamar Assumpção, tem músicas com Alice Ruiz e Arnaldo Antunes e um violão sensacional!"
Patrícia Palumbo
PROGRAMA 
TERÇA-FEIRA, 07 DE MARÇO, ÀS 20H
RÁDIO ELDORADO
92,9 FM
Pela internet www.vozesdobrasil.com.br
E já que a onda é "poesia pra tocar no rádio", citando o livro de Alice Ruiz, segue o toque do site do Instituto Moreira Sales que apresenta Eunice Arruda em Momento de Poeta.
Acesse a Rádio IMS, consulte os arquivos e confira a voz da poeta !
Escrito por Sandra Lacerda às 13h32
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Aprecie também as palavras publicadas no livro Risco e no site Verdes Trigos!
[verdestrigos] RISCO
 Um poema livre da gramática, do som das palavras livre de traços
Um poema irmão de outros poemas que bebem a correnteza e brilham pedras ao sol
Um poema sem o gosto de minha boca livre da marca de dentes em seu dorso
Um poema nascido nas esquinas nos muros com palavras pobres com palavras podres e que de tão livre
traga em si a decisão de ser escrito ou não Eunice Arruda-- Posted by Henrique Chagas to verdestrigos at 1/07/2006 07:40:34 PM
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.: .. .. :. |
um sítio cultural de Henrique Chagas
simplesmente fazendo diferença
PRESIDENTE PRUDENTE - SP
MAIS DICAS DO BREJO em www.vozesdobrasil.com.br | |
Escrito por Sandra Lacerda às 13h21
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Tive o prazer de ouvir esse texto no sotaque gostoso do Marcelino - aquele sotaque de balançar rede -, em ocasião de um sarau na casa do meu querido Arruda...outras arrudas estavam presentes. Dentre as raízes queridas: Alice Ruiz, Eunice Arruda e Alzíra Espíndola, que formavam um lindo trio olhando a paisagem da janela do AP na Harmonia.
Totonha
Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso. Deixa pra gente que é moço. Gente que tem ainda vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. E mais nada precisa. Deixa eu, aqui no meu canto. Na boca do fogão é qeu fico. Tô bem. Já viu fogo ir atrás de sílaba? O governo me dê o dinheiro da feira. o dente o presidente. E o vale-doce e o vale-linguiça. Quero ser bem ignorante. Aprender com o vento, tá me entendendo? Demente como um mosquito. Na bosta ali, da cabrita. Que ninguém respeita mais a bosta do que eu. A química. Tem coisa mais bonita? A geografia do rio mesmo seco, mesmo esculhambado? O risco da poeira? O pó da água? Hein? O que eu vou fazer com essa cartilha? Número? Só para o prefeito dizer que valeu o esforço? Tem esforço mais esforço que o meu esforço? Todo dia, há tanto tempo, nesse esquecimento. A cordando com o Sol. Tem melhor be-á-bá? Assoletrar se a chuva vem? Se não vem? Morrer já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença. Tenha santa paciência! Será que eu preciso mesmo garranchear meu nome? Desenhar só para a mocinha aí ficar contente? Professora, que valia tem meu nome numa folha de papel, me diga honestamente. Coisa mais sem vida é um nome assim, sem gente. Quem está atrás do nome não conta? No papel, sou menos ninguém do que aqui, no Vale do Jequitinhonha. Pelo menos aqui todo mundo me conhece. Grita, apelida. Vem me chamar de Totonha. Quase não mudo de roupa, quase não mudo de lugar. Sou sempre a mesma pessoa. Que voa. Para mim, a melhor sabedoria é olhar na cara da pessoa. No focinho de quem for. Não tenho medo de linguagem superior. Deus que me ensinou. Só quero que me deixem sozinha. Eu e minha língua, sim, de passarinho entende, entende? Não preciso ler, moça. A mocinha que aprenda. O prefeito que aprenda. O doutor. O presidente é que precisa saber ler o qeu assinou. Eu é qeu não vou baixar a minha cabeça para escrever. Ah, não vou.
______________________________________Marcelino Freire_____________
(Contos Negreiros - Ed Rrecord)
DICA DO BREJO: além do livro do Marcelino Freire, conheça um pouco de Eunice Arruda - poeta homenageada no "Mulheres do Mercado" do ano passado - pelo link http://www.germinaliteratura.com.br/earruda.htm
Escrito por Sandra Lacerda às 12h43
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Ainda nem conhecia a Fanka, amiga/poeta maldita do Juazerio-CE, quando escreveu esse texto. Hoje, na saudade da mostra sesc de artes que terminou por lá e que não conferi, lembrei-me das ins-pirações contidas nas linhas abaixo. Foi postado no Se7e Causas, mas registro aqui para compartilhar essa tal de "filósufia" patativiana e viajar no "sonho solto" da imaginação...sem eira nem beira"...rs
PS.: Ciceretes, essa é a contribuição do brejo por não marcar presença no "Sarau erótico" que o Marcelino indicou no blog dele e que você agitou a galera pra ir!
Domingo, Setembro 28, 2003 |
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Kant lá que eu canto cá na casa dos meus sonhos você apareceu! uau!!! uma imagem arretada de delírios...kant lá que eu canto cá, eu rezava com o poeta patativa um soneto transgênito. o sonho era doce. não havia aguado. os teus dedos de abôbora pareciam uma estrelinha vestida de segredos. eu quis me amontoar em tuas coxas virtual, eu quis adentrar no meio das samambaias rajadas que ilustrava o sonho de trancoso. lá, naquele céu de ancestralidade uma fada lia karl marx: "os filósofos se limitaram a interpretar o mundo, diferentemente, cabe transformá-lo", e ela fez uma magicazinha, e deu uma cesta básica à favela do meu coração. eu comi o cuscuz. eu comi a tapioca. eu comi a pipoca moderna e oswald de andrade, antropofagicamente. eita sonho solto! sem eira nem beira...sonho de ter uma flor no jardim, e ninguém para arrancá-la do meu pomar de mulher fêmea. quando o menino macho viu a cotovia driblando as palavras do poeta que cantava o maneiro pau, o arco íris que emitia da fotografia que sebastião tirou da sua cachola, parecia que se espantava. o amor não é nada mais nada menos do que este sonho meticuloso que eu risquei no manto da sereia. o amor, estava lá, todo espivitado, quando se empriquitou com a dor da solidão e fez, pirlimpimpim. uauuu!!! a tua imagem lu-mi-no-sa naquele painel de sonhos, teus peitinhos gostosos, teus pelos, tuas mãos invadindo meu umbigo... a fadinha revolucionária me deu duas dúzias de palavras de ordem e eu cantei, como um hino, para ilustrar minha luta pelo amor endoidecido que fui acometida. a tua imagem tá lá, lá na varanda, debaixo do sol de adrastéia a quase dois metros de ser deglutido por um vendaval cheio de tesão que vem no cio, atrás do trio elétrico do meu sopro de vida. diga nada não meu amor, estes versos desempenado, são para ti sim, que estais longes, e tão perto que sinto agora teu cheiro de cocada de dona rosa. eu- te- amo, eu te como se tu me apareceres já. a minha cadelinha por nome pagu latiu pra mim, bem agora, na hora em que te escrevo estes sonhos des-pe-ta-la-dos de saudades. certamente que irei te encontrar, um dia, em outro sonho bobo, longo, risonho e plástico. e vou te abençoar com meus dedos de artista. vou te derramar por todo o meu corpo, em mim, fazendo assombração na tua camada de gargalhadas...hahahahahahahaha! vai ser infame demais, vai ser plural demais, vai ser muita putaria. tu canta de lá e eu cantarolo daqui, assoviando a primeira sinfonia de rabecas, que não frígidas, se esparrama qual batatinhas quando nasce. legal. o meu amor é legal. não está no código das piruetas com gastrite, está no código dos que amam assustados, do lado dos tumultuados. o amor é uma porção de três metros de imagens coloridas de bolinhas. as bolinhas são de chocolate envenenado com a mesma fórmula poeirenta da maçã de branca de eva. o sonho vai partir de mim, numa triste partida patativesca, porque eu agora acordo e vejo a tua mensagem, no celular, dizendo: amo-te. |
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Escrito por Sandra Lacerda às 00h28
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SANGRIA de azul no papel
Mão suave
leve
os dedos de de Leví passeiam
sobre o corpo do poema
Em mesmo tema
o olhar de Elias trespassa
os versos que lia
em outras paisagens
E as mãos se tocam no papel
Escorre a linha que a ponta afina
tingindo o branco
de várias possibilidades
em seus destinos
traçados
Amar é linha pontilhada
que afina o ponto
e alinhava a vida
em novelo
Sandra Lacerda - 12/11/2005
ECOS das ALDEOTAS de Gero Camilo e da filosofia "Davidiana" das amarelinhas no chão, céu e mar
Estreando o carderninho que ganhei da Tata Fernandes...na capa: Liberdade Poética
Escrito por Sandra Lacerda às 13h42
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>isso é "reza em fá"
farinhada em lua cheia
luz ao pé do candeeiro
no pé-de-serra brejeiro
em sotaque de balançar rede
adentrando a madrugada
Em cantiga de trabalho
geme a roda, o tronco e a prensa
chia a faca na bainha
raspa o talo
dá farinha
Calo da dona Zefinha
de mão preta torce e amassa
escorre o sumo no pano
pão já branco serve a massa
passa o grão pela peneira
quebra o coco do beiju
beijo atrás da "cumieira"
só não viu quem não passou
Da tapioca fresquinha
tenho dó
quem não provou!
Sandra Lacerda – 07-11-2005 para a amiga professora e também “lacerdinha”, Francimária, que deu o sopro na primeira frase e ajudou raspar a mandioca. Se ainda tivesse a fazinhada de Seo Zé Pereira, eu bem que ia convidar um “bucado” de gente pra chiar a faca...eita, que é prosa pra uma noite inteira na fumaça do candeeiro, sô! “Já prestou”!
Escrito por Sandra Lacerda às 01h16
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PS.: Continue usando os “pecadinhos” nas suas aulas para explicar a tal da “intextualidade”! E aguarde essa dica que passo agora em homenagem a uma visita ilustre que tive no brejo...ela é brejeira também e não quis deixar comentários, mas eu me tremi "qui neim vara verde" pra cantar na frente dela no último sábado. Quem tiver curiosidade que adivinhe rs...ou então, MOR – RA !!!
DICA DO BREJO: CD PARALELAS
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“PARALELAS é o 7º trabalho de Alzira Espíndola e o primeiro disco de autoria de Alice Ruiz. Traz as parcerias entre a compositora e a poeta interpretadas por Alzira, Zélia Duncan e Arnaldo Antunes, além de intercalações poéticas com a própria Alice.”
Do site www.mpbnet.com.br |
Escrito por Sandra Lacerda às 01h15
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Após assistir ao Roda Viva de ontem - TV Cultura - sobre a Transposição do São Francisco, prefiro ficar com a filosofia patativiana diante da mediocridade e hipocrisia de alguns políticos que estavam na mesa de debate. Que vergonha! O companheiro (nem sou petista) do Rio Grande do Norte conhece mais a realidade cearense do que o próprio Governador do Ceará que, sem argumentos, defendia o tempo todo os seus interesses em abastecer a região metropolitana de Fortaleza. Deixou claro que a região por onde o canal vai passar é, de fato, a mais privilegiada...sem comentários!
Sabedoria mesmo é a do Patativa que muito antes percebia o "rio da divisão"..."é a tal da filósufia", como diz tão bem a sabedoria popular em "A macaúba da terra"...é o Brasil dos interesses.
Abraço atravessando a ponte..."o rio a roncá no meio"
JUAZÊRO E PETROLINA
(Poesia recitada por Patativa do Assaré em ocasião do Segundo Festival dos Violeiros em Petrolina-PE)
Vou vortá bem sastisfeito,
A viage não perdi
E vou falá com respeito
Sobre uma coisa que eu vi,
Eu nunca gostei de enredo
Mas vou contá um segredo
E sei que o povo combina,
Existe aqui um pobrema
Sobre este amoroso tema
Juazêro e Petrolina.
É coisa bastante certa
Que com relação ao amô
Só faz grande descoberta
Quem é bom pesquisadô;
Vocês quera discupá,
Mas o bardo populá
Patativa do Assaré
Vai já falá pra vocês
De uma coisa que tarvez
Ninguém tenha dado fé.
Aqui na bêra do rio
Tem uma dô que consome,
Vejo a verdade e confio
Vi que Juazêro é home
E Petrolina é muié.
Vi que Juazêro qué
Com Petrolina casá,
Porém corre um grande risco,
As água do São Francisco
Não deixa os dois se abraçá.
Escrito por Sandra Lacerda às 08h21
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Tem um risco feiticêro
A linda pernambucana
E gosta do Juazêro
Moço da terra baiana,
Vejo tudo e tô ciente
Que o que ele sente ela sente
Mas esperança não tem
De satisfazê o desejo
Apenas envia beijo
Pela brisa que vai e vem.
Juazêro vai passando
Com a arma apaixonada
Do outro lado reparando
Para sua namorada
E Petrolina conhece
E a mesma paixão padece
O namorado não esconde
Lá do outro lado do rio
Juazêro dá picio
E Petrolina responde.
Qué seja seca ou inverno
Nesta terra nordestina,
Tem sempre um amô eterno
Juazêro e Petrolina
Sei que é firme este namoro,
Porém existe um agôro,
Um azá, e um aperreio,
Ele do lado de lá
Ela do lado de cá
E o rio a roncá no meio.
Juazêro e Petrolina
De amô veve ardendo em brasa
Pois é muito triste a sina
De quem namora e não casa,
Quando o rio dá enchente
Mas os namorado sente,
Um de lá outro de cá
Cada quá faz sua quêxa
Contra o rio que não dêxa
O sonho realizá.
Escrito por Sandra Lacerda às 08h20
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Juazêro este baiano
Moço forte e destemido
De realiza seu prano
Já veve desinludido
Com a arma apaxonada
Óia para a namorada
Mas é grande o sofrimento
Pois não pode sê isposo
Divido o rio orguioso
Impatá seu casamento.
Inquanto descê nas água
Bascuio, barcêro e cisco,
Causando paixão e mágua
Este rio São Francisco
Capricho da Natureza,
Com a sua correnteza
Neste baruio maluco
Toda noite e todo dia
Não será sogra a Bahia
E nem sogro o Pernambucano.
Se óiando de face a face
Petrolina o seu querido
Não pode fazê o inlace
Pruquê o Rio intrometido
Do seu leito nunca sai,
É um suspiro que vai,
E outro suspiro que vem
E nesta sentença crua
O namoro continua
Por século sem fim amém.
(Do livro "Espinho e Fulô" - Patativa do Assaré - CE)
Escrito por Sandra Lacerda às 08h17
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Corrente para a correnteza do rio...
Certa vez conheci um CD do Elson Fernandes em canções ribeirinhas recolhidas à margem do São Francisco e desde longe esse tema me tocava. Lindo som! Violão sereno como as correntezas em “vida de água”. Lá se encontra também “o ciúme”- Caetano Veloso – interpretado lindamente por Consuelo de Paula. Espero que muitos continuem cantando o Velho Chico!
Mas pego carona nesse mote musical para para falar nesse espaço sobre um tema muito sério e polêmico.
Muitos são contra, outros a favor, uns não têm opinião formada e tantos outros nunca nem ouviram falar na “Transposição do Rio São Francisco”. Pois bem, isso muito me abala porque um dos trechos onde consta que o “canal seco” irá passar, fica bem em cima das casas da minha família - Sítio Mororó - Mauriti/CE. Toda uma história de conquistas herdada desde a época dos meus avós, correm o risco de "ser reconstruída" em um outro espaço. O pior de tudo, é que é uma região privilegiada em lençóis d’água. Onde cava dá n’água - característica da formação rochosa da Chapada do Araripe que absorve a água da chuva e retém no subsolo.
Sem falar no aproveitamento do percentual dessas águas que serão transportadas...o pobre que precisa, de fato, terá que pedir permissão à ANA (Agência Nacional de Águas) sobre o uso dos 4% que tem direito...imaginem a burocracia que terá de enfrentar!?
E em especial, pela situação atual que o Rio São Francisco se encontra...nem precisa ir longe para saber de casos de pessoas que moram na beira do rio e não têm água potável.
Enfim, é lá do brejo que sinto saudades...é lá onde eu atolava o pé na lama (época da minha infância) para poder chupar a cana-caiana...na sobra de uma mangueira enorme, onde Vovô sentava e lascava cada talho para os netos enquanto contava histórias e nos lambuzávamos de poeira e caldo...
Goiabeira
Sobe na mangueira
Ao cajueiro, o meu coqueiro e um pé de Buriti
Serigüela, Umbuzeiro
Cajarana, pé de Imburana
Algaroba e Pequi
O Juazeiro sobra deu pra escola
E a Castanhola
Os dois eu vi partir
Sandra Lacerda – novembro de 2004 – em intervenção poética do “Música in Natura” – Isla Jai
“Árvore caiu
árvore caiu
O homem derrubou Ô ô ô...” citando Fernando Aguiar
Continue a viagem comigo nos relatos abaixo nessa corrente da correnteza do rio...
Meu percalço é de rima brejeira
Algibeira furou deu no osso
No pescoço arrocha essa reza
Rói meus versos e encerro esse terço
Escrito por Sandra Lacerda às 01h16
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*** # CPT: Transposição do rio São Francisco não favorece população da Caatinga “O Nordeste Setentrional tem água, o que falta é gerenciamento”. A afirmação é do coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Roberto Malvezzi, rebatendo as alegações do governo de que a transposição do rio São Francisco é vital para se resolver o problema da seca no nordeste. Ele critica que o projeto vai atender apenas uma pequena parcela da população vivendo na região. “O governo não nega, 95% do semi-árido vai continuar fora do alcance da transposição. Então, dizer que a transposição do rio São Francisco vai acabar com a fome, com a sede, com a miséria, acabar com o carro pipa não procede pelos próprios dados do governo”. Malvezzi afirma que, segundo dados do próprio governo federal, 70% da água será destinada para a irrigação e para criação de camarão, e 26% para centros urbanos, envolvendo cerca de 12 milhões de pessoas. Apenas os 4% restantes seriam distribuídos para a população da Caatinga, que também representam um grupo de 12 milhões de habitantes. “Para este grupo, que é a população mais sofrida, que mais migra, que mais sofre exatamente por não ter a infra-estrutura para enfrentar o clima do semi-árido brasileiro, esta população está fora”. O coordenador da CPT realça que as propostas apresentadas pelo Banco Mundial e por entidades civis brasileiras para se resolver o problema do semi-árido estão voltadas em aproveitar as fontes de água disponíveis na região. Uma das soluções seria a de melhorar a distribuição das águas dos grandes açudes já existentes. Outras propostas seriam a de aproveitar as águas do sub-solo e das chuvas. Ele afirma que atualmente apenas 5% da chuva é aproveitada no nordeste brasileiro. De Brasília, da Agência Notícias do Planalto, Antonio Diniz - 30/08/2005
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"E enquanto isso na sala de justiça..." os jornais destacam:
"Pivô de escândalo diz que há mais juízes suspeitos" - futebol
"ESCÂNDALO DO "MENSALÃO"/ CÂMARA NO ESCURO "
"Entra ano e sai ano
e o sertão continua ao Deus dará..."
Açúde de Quixabinha - Mauriti - CE
Escrito por Sandra Lacerda às 01h13
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PrEdifícil
Me visto disso
me apego a rimas
estranhas
e nas entranhas
nas entrelinhas
esbarro em vão
pra ser pagão
meu delírio
tiro lírio
boto o fel
ao léu
e eu
eu
difícil
edificar
prefácil pra terminar
e a vida em arte continuar
de trás pra frente pra eternizar.
Sandra Lacerda - do folheto "Performance Poética" - SESC Juazeiro - CE
DICA DO BREJO: ouça Carlos Careqa! Dois CD' que gosto muito:
=> )não sou filho de ninguém(
=> música para final de século
Escrito por Sandra Lacerda às 01h31
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Em cima da hora pra mandar a DICA DO BREJO nesse som que é imperdível:

Dias 06 e 13 de setembro no TUSP!!!
Isla Jai e Lincoln Antonio
R$ 20,00 e R$ 10,00 (músicos e estudantes)
Rua Maria Antônia, 294 - Consolação - Tel. 3259-8342
Escrito por Sandra Lacerda às 00h55
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